Entenda o conceito de Lifelong Learning e porquê esse tema está tão em alta no mundo corporativo

Foi-se o tempo em que contratar colaboradores talentosos e estruturar os planos de Treinamento e Desenvolvimento das equipes era suficiente para a área de Gente e Gestão ou Recursos Humanos garantir a saúde organizacional e a longevidade das empresas. A era digital chegou, o mundo mudou, a forma como nos comunicamos também e as transformações não param.

Hoje, uma das maiores vantagens das corporações que estão sempre à frente da concorrência é a capacidade de inovar, ajustando-se com velocidade às mudanças. Mas o que isso significa na prática?

Que deve dar aos colaboradores a oportunidade e o suporte para que possam ampliar seus conhecimentos, expandir potenciais, se tornarem profissionais versáteis e quem sabe, trazer inovação para a empresa. E, claro, que o esforço não deve ser exclusivo da organização. Não cabe à empresa a busca pelo desenvolvimento, enquanto seus colaboradores se mantêm estáticos em nível técnico e prático. Ambos devem seguir na mesma direção.

Nunca é tarde para aprender”. Você já deve ter ouvido essa expressão em algum lugar. Mais que um discurso inspiracional, a cultura do lifelong learning é um conceito importante nos dias atuais, pois está relacionado a aprendizagem contínua, adquirir conhecimentos e trilhar caminhos inéditos.

Na prática, o termo é formado por quatro pilares e se diferencia do modelo educacional tradicional que forma os estudantes. No método tradicional, a educação tem início, meio e fim, e é considerada permanente. O professor é considerado a figura central e único detentor do conhecimento, que é repassado aos alunos durante as aulas. Aos estudantes cabe apenas memorizar e reproduzir os saberes.

Mas isso ficou no passado, principalmente se você deseja ser um profissional diferenciado no mercado!

O conceito de lifelong learning ultrapassa os limites do modelo tradicional e estimula o desenvolvimento ao longo de toda a vida, de forma voluntária e proativa a partir de diversas experiências de aprendizagem. Ou seja, representa a necessidade constante de renovação de técnicas, ferramentas e estratégias por habitarmos um mundo em que o conhecimento é um organismo vivo. Em resumo, este termo parte da premissa de que podemos buscar por conhecimento contínuo em diferentes espaços, momentos e formatos.

“A educação continuada, quando a gente fala de lifelong learning, tem que também ser uma iniciativa própria, além da cultura corporativa. Para que a gente tenha pessoas consumindo conhecimento e experiências novas de diferentes formatos e que atendam também os interesses pessoais. Essa é uma forma de que cada um consuma aquilo que a organização entende que é prioridade, mas também tenha essa liberdade e autonomia para potencializar os seus talentos. Aquilo que eu sei que eu vou ter mais valor, que eu tenho mais facilidade e é onde eu quero me aprofundar”, explica a Head de Treinamento e Desenvolvimento da Across, Fernanda Bueno.

Então, que tal conhecer os quatro pilares fundamentais do lifelong learning?

1. Aprender a conhecer – a curiosidade é o aspecto que impulsiona o lifelong learning. Ou seja, é a vontade de aprender coisas novas, de questionar o que já existe. E é aí que também se relaciona uma das skills mais demandadas pelo mercado atualmente: o pensamento crítico;

2. Aprender a fazer – é colocando em prática que se aprende. Nem todo conhecimento é possível de ser colocado em prática, claro, mas pode contribuir para despertar uma visão diferenciada do contexto;  

3. Aprender a conviver é inegável que as soft skills são uma tendência inegável porque são habilidades interpessoais relacionadas ao trabalho em equipe. Por isso, aprender a conviver é um dos pilares porque as pessoas se desenvolvem quando compartilham experiências com outras pessoas;

4. Aprender a ser – o único responsável pelo seu desenvolvimento é você mesmo. Ou seja, assuma o protagonismo do seu trabalho e do seu desenvolvimento,estude, busque conhecimento a todo momento. Isso não exime as empresas da responsabilidade de buscar o aperfeiçoamento das suas equipes. O papel das empresas também é oferecer oportunidades através de estratégias de aprendizado corporativo e estimular esse pilar do lifelong learning.

“Como resultado desse protagonismo e de todo incentivo corporativo, as organizações têm pessoas com um nível de satisfação muito maior, muito mais motivadas e elas enxergam a sua contribuição diferenciada no negócio. Enxergam que elas estão conectando conhecimento com o grupo e potencializando ainda mais as forças do time. Outro resultado que a cultura de lifelong learning traz são empresas muito mais competitivas, mais criativas, mais ágeis, onde a cocriação e a multidisciplinaridade, de fato, são incentivadas e isso gera um grupo muito mais produtivo”, analisa Fernanda.

E uma dica valiosa: não é preciso investir grandes quantias para ter acesso a conteúdos com qualidade. Pelo contrário! Na prática, hoje só não aprende quem não quer. Há várias ferramentas gratuitas disponíveis. Inúmeras instituições de ensino e profissionais renomados em suas áreas de atuação, por exemplo, disponibilizam cursos gratuitos em que compartilham conteúdos com qualidade na internet. Basta ter disciplina e determinação para usar essas ferramentas a seu favor.

Ah, mas nesse contexto, uma dica importante da Fernanda é fazer uma curadoria de quais fontes utilizar para buscar novos conhecimentos, já que a oferta de conteúdos online é imensa e muitos podem ser irrelevantes, gerando uma grande perda de tempo. Além disso, tem muita informação por aí que não agrega valor, podendo até impactar negativamente no desenvolvimento. 

“Um grande desafio do lifelong learning, nesse contexto onde a gente tem muita informação disponível, muita coisa virtual e gratuita, é ir atrás para garantir a confiabilidade das informações e ter clareza sobre uma curadoria. Se de fato é relevante no meu contexto, para os meus desafios, para aquilo que eu tenho interesse, que seja relevante para aquilo que eu estou vivendo agora e para que eu possa aplicar, possa enxergar valor na aplicação prática daquele conhecimento. Seja na vida pessoal ou na vida profissional. Então, é preciso ser bastante criterioso com as instituições, com as fontes de conteúdo e, mais do que nunca, usar o social learning [aprendizagem social], onde eu faço trocas de informações com as pessoas sobre um curso que eu achei relevante, um livro que eu achei importante e explicar não só porque aquele conteúdo, na minha opinião é relevante, mas o que ele me fez enxergar, que insights eu tive, em que ele me ajudou, com quais desafios, isso ajuda também que as outras pessoas tenham clareza no que pode ser relevante para elas”, finaliza a Head de Treinamento e Desenvolvimento da Across. 

O aprendizado não tem hora nem data para acabar, se reinventar sempre que necessário e acompanhar o ritmo intenso das transformações do mundo contemporâneo, oferece ao profissional um valioso diferencial competitivo na carreira. Preparado para começar hoje?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Como podemos ajudar?