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Diferentes, porém iguais. Diversidade, SIM!

A Across realizou na manhã do dia 27 de agosto de 2021, sexta-feira, um encontro virtual para falar sobre uma temática importante e que ainda gera muitas dúvidas e debates: como abordar a diversidade nos processos seletivos? 
Além da participação da nossa Especialista em Atração e Seleção, Andressa Oliveira, que mediou o encontro e fez suas contribuições, contamos com a presença de dois convidados, parceiros da Across, que trouxeram ao debate suas visões voltadas a diversidade racial e LGBTQIA+. 

Pedro Viríssimo


O Pedro Viríssimo está à frente da Tem Jogo, uma rede com foco em diversidade que impulsiona carreiras de jovens talentos com conteúdo, mentorias e oportunidades de trabalho. Iniciou sua carreira na Centauro como trainee por meio de um dos primeiros programas de Trainee, em 2017, quando as empresas ainda estavam implementando esse tipo de projeto e hoje já é gerente na Centauro. Foi sua participação em diversos processos que o fez criar a Tem Jogo, pois ao se ver como um dos únicos negros em diversos processos, percebeu que precisava fazer algo para ajudar outros jovens a ingressarem no mercado de trabalho. 

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Angelo Biset


Nos trazendo a visão e desafios do público LGBTQIA+, tivemos como convidado o Angelo Biset, um homem cis, gay, que atua na área de recursos humanos em Salvador e que realiza palestras e treinamentos a fim de conscientizar os funcionários das instituições que o contratam sobre a diversidade e o respeito. Angelo possui também uma página no Instagram na qual disponibiliza conteúdo para a comunidade LGBTQIA+ em diversas temáticas. 

O evento teve início com as apresentações da Across e dos convidados nos contando um pouco de suas trajetórias, mas na apresentação do Ângelo, ele ainda explicou de forma simples e sensível a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual, o que significa cada letra da sigla LGBTQIA+ e ainda trouxe um vídeo impactante sobre as dificuldades das travestis e transgêneros para ingressarem no mercado de trabalho.

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Apresentações feitas, seguimos para nossa roda de conversa na qual os convidados responderam as principais questões que foram levantadas, pelos inscritos no evento, por meio do nosso formulário. A seguir vamos apresentar essas questões e suas respostas, com recortes do nosso evento, bem como outros questionamentos que acabaram ficando de fora do encontro devido ao tempo limitado disponível.

Ser uma empresa diversa, não significa que seja inclusiva, o que fazer para as pessoas terem consciência de que estão tendo atitudes preconceituosas?

O que torna uma empresa atrativa para um público mais diverso e como atraí-lo?
(quais ações?)

Há alguma implicação da LGPD ao perguntar sobre etnia, orientação sexual e identidade de gênero? Como incluir essas perguntas na ficha de inscrição?

Como alcançar um púbico diverso para vagas de diferentes escopos? Qual a melhor ação como marca empregadora?

O que vocês acham de processos seletivos às cegas?

Eu posso explicitar que minha vaga é direcionada para esse público? Qual a melhor forma de fazer isso?

Quais os primeiros passos para estruturar um programa de diversidade?

Quais as melhores práticas para incluir diversidade LGBTQIA+ nos programas de estágio, considerando % da população das regiões? Difícil garantir representatividade com os demais filtros, como o de curso, por exemplo.

Para garantirmos a diversidade LGBTQIA+ nos programas de estágio (e trainees), primeiramente é necessário nos atentarmos a realidade social desse público versus a exigência da vaga, eliminar ou diminuir exigências como, por exemplo, ter candidatos apenas de faculdades de grandes nomes, pois sabemos que a maioria das pessoas que representam a diversidade não estarão neste ambiente, exigir inglês ou muitos cursos de especialização também podem ser um entrave. Um outro ponto importante é focar em realizar divulgações com linguagem inclusiva, tanto escrita quando nas imagens, para que a pessoa compreenda que será bem-vinda e que a empresa se importa com a diversidade, além de incluir a pergunta na ficha de inscrições para podermos mensurar o número de inscritos.

Quais são as práticas mais inovadoras e diferenciadas que o mercado está praticando para atrair, reter e desenvolver novos talentos?

No processo de atrair, uma das práticas é a seleção às cegas, onde o mais relevante é a performance e comportamento do candidato versus o match com a empresa e aderência a cultura.

Para reter talentos é necessário cuidar do ambiente interno, pois a pessoa não pode se sentir excluída pelos demais. Neste caso, uma das possibilidades é investir em treinamentos que desenvolvam os comportamentos inclusivos dos colaboradores.

Como vocês iniciariam grupos de trabalho nas empresas?

Para iniciar grupos de trabalho o mais importante é ter um propósito claro e definido no qual todos os envolvidos estejam cientes e saibam quais são os resultados esperados. Estes encontros precisam ser humanizados, fortalecendo a conexão e a continuidade para não soar como algo pontual que não será mais lembrado.

Esse foi o resumo do nosso último evento, esperamos que o conteúdo possa ser útil para te apoiar em decisões voltadas a diversidade e inclusão nos processos seletivos!

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