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O topo pode ser aqui

Sentir-se realizado profissionalmente é mais importante do que buscar altos cargos. Talvez você já tenha chegado lá.

Você já parou para se perguntar se gosta do que faz? Se a resposta for sim, considere-se um profissional realizado. Você pode estar no topo da sua carreira e nem se deu conta disso. Para os especialistas em recursos humanos, a dificuldade de entendimento é compreensível. A grande maioria de profissionais associa o ápice da vida profissional à conquista de altos cargos.

Mais importante do que isso, porém, é sentir-se bem onde quer que você esteja. "Sucesso na carreira tem mais a ver com estar feliz do que atingir o topo da hierarquia", diz Regina Camargo, consultora de Recursos Humanos. "Há outros valores que fazem com que as pessoas se sintam realizadas na profissão que escolheram."

 

O professor americano Brooklyn Deerh, da Universidade de Utah, identificou cinco pontos que orientam as escolhas profissionais, segundo Regina: além da ascensão a novos cargos, há o gosto pelo desafio, a autonomia, a segurança e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Quem opta pela primeira via deve ter clareza se o novo cargo vai permitir que se faça o que gosta. Junto com um salário maior, mais status e poder, vêm outras responsabilidades. "Toda mudança tem um preço. Não se deve idealizar a ascensão", diz Regina. "Muita gente sofre porque não conseguiu perceber as consequências desse processo."

Para ajudar seus profissionais a descobrir realmente onde querem chegar na carreira, o Metrô criou o programa Gestão da Sucessão. Pela primeira vez na história da empresa, as competências e os potenciais de um grupo de 1,5 mil funcionários estão sendo mapeados. No futuro, eles poderão ser aproveitados em cargos executivos ou estratégicos na companhia apropriados a seus perfis. Além de criar expectativas de ascensão profissional, o programa está ajudando muita gente a se conhecer melhor e, com isso, a organizar a própria carreira. "O Gestão da Sucessão não é garantia de promoção, mas permite que os participantes ampliem o autoconhecimento e identifiquem no que ainda podem melhorar", diz a coordenadora de Recursos Humanos do Metrô, Roberta Marino Rosinholi.

O programa de Gestão da Sucessão reflete, segundo Roberta, uma mudança na cultura da empresa. Uma mudança gradual, mas que já é sentida no departamento onde trabalha. "Hoje somos mais requisitados", diz. Segundo ela, nos próximos anos, uma boa parte da atual geração que trabalha no Metrô vai se aposentar. "Precisamos preparar as pessoas que vão continuar levando a empresa pra frente", afirma.

A analista de Recursos Humanos Marise Malzoni Gomes, uma das idealizadoras e líder do programa Gestão da Sucessão, diz que trabalhar no Metrô significa estar sempre sob novos esafios. "O Metrô é dinâmico, está sempre mudando. E nós temos de acompanhar esses movimentos", afirma Marise.

Fonte: http://revistametrosp.com.br/?p=410

Última atualização ( Sex, 11 de Novembro de 2011 15:02 )  

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